Sunday, June 17, 2007
Bien Venidos
Saturday, June 9, 2007
GPS aromático
Atrás dos contentores do lixo ando eu e o meu pocket a respirar o mesmo ar das ameixas e das pêras, dos limões e das nespras.O GPS leva-nos até aos mais impensáveis lugares. Caminhos de cabras e de ovelhas que não estão acostumados a ouvir o motor de um carro.
Os velhotes dizem-nos adeus e estranham a nossa maneira estranha de trabalhar.
Por entre coordenadas e caixotes, faço a mais louca descobertas... Os campos estão cobertos de uma erva aromática que apenas conheço dos frascos que compro no supermercado, e do agradável paladar que deixam nas minhas comidas.
As minhas mãos esfregam-se uma na outra e por entre elas a tal planta. O cheiro é intenso e é mesmo verdade. Ali tão pertinho de mim, oregãos e mais oregãos que me seguem no cheiro e em presença.
Não posso deixar-vos aí! A rirem-se da minha ignorância na agricultura. Uma molhada deles fazem a minha alegria do dia, da semana e da minha visita aos campos de Santarém.
Sunday, June 3, 2007
Cabelos ao Vento
De cabelos ao vento na minha bicla, lá vou eu nem todos os sábados de manhã. A pedalar, a pedalar...
Tento respirar o ar que as flores respiram e pisar o chão que os animais de quatro patas pisam (mas que fiquem longe de mim).
De repente paro a minha bicla e com vontade de levar os campos comigo, levo apenas algumas flores dentro da minha garrafa da água. (Que se lixe a minha sede).
Devolvo a velocidade aos pedais, e os punhos do guiador voltam a sentir a pressão das minhas mãos que se descontraem ao sabor do vento.
E quando passo a ponte de volta a casa... o meu corpo pede um lugar macio onde se possa atirar.
Olho para elas e percebo pelo seu ar despenteado que não gostaram da viajem.
Prometo: Não mais voltarei a arrancar-vos por um capricho meu. A minha garrafa até pode vos matar a sede mas não é lá o vosso lugar.
Tento respirar o ar que as flores respiram e pisar o chão que os animais de quatro patas pisam (mas que fiquem longe de mim).
De repente paro a minha bicla e com vontade de levar os campos comigo, levo apenas algumas flores dentro da minha garrafa da água. (Que se lixe a minha sede).
Devolvo a velocidade aos pedais, e os punhos do guiador voltam a sentir a pressão das minhas mãos que se descontraem ao sabor do vento.
E quando passo a ponte de volta a casa... o meu corpo pede um lugar macio onde se possa atirar.
Olho para elas e percebo pelo seu ar despenteado que não gostaram da viajem.
Prometo: Não mais voltarei a arrancar-vos por um capricho meu. A minha garrafa até pode vos matar a sede mas não é lá o vosso lugar.
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